domingo, 9 de dezembro de 2012

Dois dias em Amsterdã

Amsterdã é uma cidade muito diferente, muito bonita e eu posso jurar que existem mais bicicletas que pessoas na cidade. A bicicleta é sem dúvida o meio de transporte mais popular da cidade, todo mundo tem uma, e andam no inverno ou verão, faça chuva ou sol.

No primeiro dia alugamos bicicletas e passeamos no Vondelpark. O tempo estava bem frio e únido, mas deu para perceber que as pessoas da cidade gostam de ir a esse parque para fazer seu cooper e se divertirem com as crianças. O parque é bonito, pedalamos nele inteiro.



Depois fomos dar um passeio na cidade com as bicicletas.








Ainda de manhã fomos ao museu de Van Gogh. A experiência é bem bacana, o museu possui muitas obras do pintor e conta um pouco da vida dele.  eu achei emocionante ter a oportunidade de ver pinturas de pessoas famosas, coisas que raramente temos no Brasil.

Almoçamos lá por perto e depois fomos à Heineken Experience. Essa experiência consiste de um tour pela fábrica da Heineken, programa para turista, mas muito legal. O pessoal sabe fazer marketing e reforçar a marca!






Mais tarde da noite fomos à Red Street District. Trata-se de um bairro cheio de ruas com vitrines onde as moças ficam se expondo com pouca roupa e se oferecendo. As pessoas negociam com elas no meio da rua e elas os deixam entrar, fecham as cortinas e, bem, tudo pode rolar. Nesse bairro também tem um monte de shows pornôs. É bem picante mesmo, um show custa em torno de 35 euros por pessoa, com direito a 3 bebidas. Nessa região também existem os cafés com bolos de maconha. Aliás, a maré desses cafés é pura maconha, complicado ficar dentro de um desses por mais de um segundo! Saindo de lá pegamos uma "bike-táxi"de volta para o Hotel.

No dia seguinte passeamos mais um pouco a pé pela cidade, fomos à loja da Heineken e fiz umas compras. O ponto alto do dia foi o Museu de Anne Frank. O museu fica no anexo onde Anne e mais 7 pessoas se esconderam durante a Segunda Guerra Mundial. A visita é muito rica em detalhes sobre o que aconteceu e muito comovente.

Terminamos o passeio com uma ótima impressão da cidade e recomendamos muito!

Um dia em Bruxelas indo de Londes a Amsterdã


Saímos de Londres da estação St. Pancras International no trem das 7:57, que gastou 2 horas para chegar a Bruxelas, Gare du Midi (estação central). Como Bruxelas está uma hora na frente de Londres, chegamos à estação às 11:00. Guardamos nossas malas por €4 (cada) e compramos um mapa no guichê de informações (€0,5). 



Apesar do tempo frio e úmido, animamos a ir até a praça principal da cidade (Grand Place) numa caminhada de 10 minutos. A Grand Place é um centro geográfico, histórico e comercial de Bruxelas, e o primeiro local a ser visitado por quase todos os turistas. Praça movimentada, e o melhor exemplo da arquitectura belga do século XVII.

No caminho passamos pelo Manneken Pis, a famosa estátua de um menino fazendo xixi, uma das coisas mais idiotas que já vi. A boa notícia é que essa estátua fica numa rua cheia de casas de chocolates belgas, maravilhosas! Nesta rua também vendem waffles com vários tipos de cobertura. Dessa forma, vale a pena passar por lá.







Chegamos a Grand Place na hora do almoço e entramos no restaurante Tongerlo, no meio da praça. Pedimos o prato do dia e a cerveja tripel da casa. O bom desses lugares é que a cerveja é sempre boa (a inglesa, a belga, a holandesa), e em vários lugares existe a cerveja da casa.




Tiramos umas fotos da praça e pegamos o metrô (estação Bourse)  para ver o Atomium.    

O esquema de metrô de Bruxelas é bem parecido com o de Londres, Paris, etc. São 7 linhas, mapa explicativo, sem mistérios. Compramos o roundtrip para cada pessoas (€7 no total).

Chegamos ao Atomium pela linha 6 (azul) na estação Heizel. Ao sair da estação já avistamos a construção em formato de átomo, muito bacana, grandiosa. O preço da visita é €11 por pessoa e mais €2 pelo audio-guide, que não valeu muito a pena. A gente consegue visitar 4 das 9 esferas do átomo, algumas delas com exposições fixas, que explicam como o átomo foi construído, sobre a Expo 58, e outras com exposições itinerantes. A ultima esfera superior é acessado apenas de elevadores tem uma fila grande, mas fornece uma vista panorâmica da cidade.

Ao lado do átomo tinha uma exposição da mini Europa por €12 por pessoas, mas não tivemos tempo para visitar, nem achamos que seria um bom custo x benefício.



Bruxelas possui várias construções com arquitetura bonita, além de belos parques. Para quem não tem problema de tempo, valeria a pena talvez passar mais um dia na cidade.

Um dia em Liverpool a partir de Londres


Para quem gosta dos Beatles, Liverpool é o paraíso! 


Ao chegar, fomos ao The Beatles Story, um museu com audio-guide em que percorremos a história desde a infância deles. A entrada custa £16 por pessoa, vale demais! O que mais impressiona é a réplica do The Cavern, o Pub em que eles tocaram 292 vezes. Esse passeio dura em torno de 2 horas, tivemos que sair antes do final para ir ao Tour que já havíamos comprado.




MagicalMistery Tour consiste de um passeio de ônibus por Liverpool para nos mostrar onde os Beatles nasceram e viveram. Fomos à casa de cada um, ouvimos historias da infância e do surgimento da banda. O passeio dura umas 2 horas e custa £30. 




O Tour termina no Cavern Club, onde várias bandas famosas tocaram. É bem parecido com o The Cavern original, mas não é no mesmo local. Pouco importa, porque a atmosfera dos Beatles é a mesma. Lá só vende bebidas, e sempre tem uma banda ao vivo tocando Beatles. É EMOCIONANTE estar lá!





Antes de pegar o trem de volta (por volta das 21:00), ainda fomos ao Jamie's Italian Liverpool, comemos muito bem a um custo x benefício ótimo. Pagamos £34 o jantar para dois com bebidas, local bacana!

O passeio foi pesado, mas foi muito gratificante!

Dicas de Londres: hotel, bike, metrô, comunicação, shows



Londres é um cidade bem espalhada. Mesmo que você tenha grande disposição para caminhadas, é complicado ir a todos os lugares a pé. Por isso, o melhor hotel é aquele que fica na zona 1 do metrô e perto de alguma estação. 

Ficamos no hotel Premier Inn London Kings Cross, ao lado na estação Kings Cross / St. Pancras. A vantagem dessa estação é que passam umas 5 linhas de metrô e conseguimos chegar aos locais mais rápido, com maior flexibilidade. O hotel é novo, check-in automático mais rápido, com elevador, quarto bem amplo, cafeteira no quarto, banheiro ótimo. Ao lado tem uma ótima cafeteira (Costa Cafe). Pagamos em torno de £800 por 6 diárias, o que foi um bom custo x benefício, pois hotel em Londres é bem caro.

A maior parte dos locais turísticos que visitamos fica na zona 1 do metrô, que consiste da região mais central. Dessa forma, compramos o cartão Oyster, e carregamos com passe livre para 7 dias apenas nessa zona. Quanto mais zonas de metrô você acrescentar, mais caro fica. Logo, aconselho carregar o Oyster para a zona 1 e pagar deslocamentos para outras zonas (se dor necessário) à parte. Pagamos £34 por pessoa para andar livremente pela zona 1 nos 7 dias, é bem caro.

Se você quiser ficar conectado 24 hrs por dia, pode comprar um cartão de dados no próprio aeroporto. Custa £30 para 3GB, mas também ofereciam o cartão de 1GB por £20. Em geral a transmissão muito boa, às vezes a ligação com Skype por vídeo era prejudicada.

Uma boa opção de locomoção em Londres são as bicicletas. Existem diversos pontos de aluguel e uma diária custa £1. Alugamos quando passeamos no Hyde Park e Kensigton Gardens. Delicioso.




Assim como New York, Londres oferece uma série de shows tipo Broadway, inclusive muitos iguais, como Mama Mia e Fantasma da Ópera. Mas, para quem gosta de rock e de Queen, existe um IMPERDÍVEL: We'll Rock You. A estória é bem bobinha, mas o musical em si é espetacular. O ingresso custa £37 e compramos pela internet, na bilheteria apenas trocamos. O show começa às 19:39 e fica logo na saída da estação Tottenham Court.

Além desse show, a dica é comprar ingressos para qualquer show bacaninha que esteja passando no Royal Albert Hall na época da viagem. O Albert Hall é uma casa de espetáculos muito legal por dentro, mas vale mais a pena assistir a um show a apenas fazer uma visita guiada, que não deve ter graça nenhuma.

Sobres restaurantes, foi-se o tempo em que se comia apenas Fish and Chips na cidade. Londres nos dá todas as opções de comida que quisermos. Vou fazer referência a dois restaurantes que gostei muito. Um deles foi o Galvin Bistrot de Luxe, que fica na 66 Baker Street. A gente come bem demais lá, e paga caro. O almoço para duas pessoas com sobremesa e taça de vinho custou £68, mas deixa lembranças ótimas! Outra opção ótima é a Pizza Express, na 133 Baker Street. Não oferecem apenas pizza, mas comida italiana em geral. Muito bom, custo x benefício ótimo (£32 o casal, com sobremesa, sem bebida alcólica)

Algumas coisas peculiares que merecem menção. O povo inglês é super educado, sem arrogância, sem mau humor. No chão de todas as ruas existem marcas que indicam de onde vem os carros, para ficarmos atentos numa cidade com mão de carros trocada. Em todos os cafés, o padrão é servir xícaras de vidro ao invés dos famosos copos descartáveis dos EUA. O clima em geral é bem úmido, chove quase todos os dias, nem que seja uns minutos do dia. mas parece que o povo não se incomoda com isso, andam sem guarda-chuva.