quinta-feira, 30 de agosto de 2001

Caminho de San Francisco para Los Angeles - Big Sur

Ao invés de pegar um vôo de San Francisco para Los Angeles, optamos por alugar um carro e “descer” a estrada em um dia e meio. A viagem é deliciosa, fizemos o trajeto que passa à beira mar, é o mais demorado, mas muito maravilhoso e surpreendente! Na saída de San Francisco, logo no início da estrada, existe uma região “mágica” denominada Big Sur. Trata-se de um pedaço da estrada que norteia o mar em penhascos. Não é possível passar por esse lugar sem dar uma parada para fotos. E as fotos não fazem jus à maravilha que o lugar é.

Se você for a este lugar no verão e estiver com poucas malas, não deixe de alugar um carro conversível, pois combina muito bem com o clima do lugar. Sim, vale a pena pagar a mais para ter um carro desses neste lugar.

Recomendamos fortemente a quem for à Califórnia fazer essa viagem. Além dessa região de penhascos, o passeio de San Francisco para Los Angeles passa por várias cidades pitorescas, onde vale a pena dar uma parada. As mais famosas são Monterrey, onde paramos para comer uma pizza, e Carmel.

Todas duas são cidades de praia mas, cá entre nós, as praias não valem a pena não... Monterrey tem uma outlet da Reebok que vale a pena...

Carmel é famosíssima por seu charme. O ator Clint Eastwood já foi inclusive o prefeito da cidade.

San Diego e Santa Barbara também estão no caminho dessa estrada, e se você tiver um tempinho a mais para curti-las, vale a pena parar. Dormimos em Santa Barbara e chegamos em Los Angeles no dia seguinte pela manhã.

quarta-feira, 29 de agosto de 2001

Parque Yosemit


Em um dos dias em que estivemos em San Francisco, pegamos um carro pela manhã e fomos até o Parque Yosémit. Esse parque fica a umas 4 horas de carro de San Francisco. Tivemos muitas dúvidas sobre deixar de curtir San Francisco um dia para ir a esse parque. Sempre que conversávamos com amigos que tinham ido ao parque, eles indicavam fortemente o passeio. Mas quando perguntávamos o que o parque tinha, a maioria falava: “Lá tem umas rochas...” Na dúvida, nós fomos... e valeu a pena demais!

O lugar é realmente lindo, cheio de rochas... Mas o visual vale a pena. Para quem dispõe de mais tempo, existem pousadas dentro do parque onde é possível passar um fim de semana. O parque é imenso! Passamos o dia no lugar e voltamos no final da tarde. Viagem cansativa, mas ficamos felizes por ter ido.

Apenas uma curiosidade: no caminho da estrada, paramos em uma lanchonete e compramos um saco com 12 mini donuts "caseiros". No meio da viagem, nos arrependemos por não ter comprado o pacote com 12 donuts tamanho gigante... Classificamos os donuts como o alimento mais "ordinário" do planeta: delicioso, engordativo, sem nenhum valor nutritivo e muito barato!


San Francisco

O que dizer de San Francisco? Nossa... difícil explicar só com palavras. Uma cidade aparentemente comum, a não ser pelo fato de ficar numa baía, e possuir várias atrações turísticas mundialmente conhecidas, como a Golden Gate, a antiga prisão de Alcatraz, o cais dos pescadores (Fisherman’s Warf), Chinatown. Além disso, é a maior metrópole ao lado do Vale do Silício, e famosa por sua vida cultural e por ser centro do movimento pelos direitos dos homossexuais.

Já na chegada no aeroporto tivermos uma surpresa, mas vamos deixar para contar em um post separado. Apesar de ser uma cidade comum, San Francisco é um dos destinos que, com certeza, voltaríamos.Passamos 4 dias na cidade e, se tivéssemos mais tempo e mais dinheiro, ficaríamos mais.

Os principais pontos que visitamos foram:

Alcatraz Island – fomos de barco até a ilha onde fica o antigo presídio. É importante comprar os tickets com alguns dias de antecedência. Na chegada, recebemos um gravador digital, com alta qualidade de som, e "head-phones". De posse desses fones, escutávamos um “guia” pelo gravador que nos dizia aonde ir, onde parar, e contava as histórias do presídio e dos prisioneiros famosos. Podíamos voltar a gravação quantas vezes quiséssemos. Ao fundo da gravação, podíamos escutar barulhos de correntes e portas do presídio se fechando, parecia que estávamos vivendo nos tempos em que o presídio ainda funcionava. Alguns americanos sabem mesmo fazer turismo...

Ghirardelli Square – essa praça fica no Fisherman’s Warf e tem uma sorveteria famosa.

The Castro – esse é o bairro gay de San Francisco. Fomos lá um dia à noite, de ônibus. Curiosamente, o número do ônibus que vai até o bairro é 24! Nesse bairro vimos muitos, muitos homossexuais andando pelas ruas e dentro dos bares. No restante da cidade, os homossexuais não nos chamaram a atenção... Até as vitrines de lojas são bem direcionadas ao público alvo do bairro.

Chinatown – conjunto de quarteirões da comunidade chinesa, a maior fora da Ásia. Lá compra-se tudo muito barato e com qualidade no mínimo suspeita. Um casal de amigos que morou lá perto nos indicou um restaurante japonês muito bom nessa região.Também temos uma história engraçada a respeito desse restaurante, mas vamos deixar para um post separado só com as curiosidades da viagem.

Civic Center – centro cívico com prédios e monumentos.

Financial District – distrito financeiro com prédios e monumentos.

Fisherman's Wharf – antiga região de Pescadores, hoje é uma das regiões turísticas mais famosas de San Francisco. O passeio por lá é bem legal, tem muita comida exótica.

Pier 39 – o Pier 39 é um local da baía de San Francisco cheio de restaurantes e de onde podemos pegar ferryboats para passeios pela baía. Os leões marinhos chamam atenção neste lugar.

Golden Gate Bridge – a ponte mais famosa da Califórnia. Bem charmosa, é um passeio legal.

Golden Gate Park – parque imenso, maior que o Central Park de New York. O parque tem mais de um milhão de árvores, lagos, cascatas, Jardim Botânico, Conservatório de Flores e vários museus. Muito bonito, vale a pena demais conhecer!

Japanese Tea Garden – jardinzinho bem cuidado dentro do Golden Gate Park. Tem que pagar à parte para entrar. Não vale a pena, armadilha de turista.

Nob Hill/Cable Cars – teleférico famoso de San Francisco. Apesar do sistema burro de funcionamento, vale a pena o passeio.

Além desses passeios típicos de turista, decidimos ir um dia a um jogo de baisebol. O jogo em si não tem emoção nenhuma, é um jogo até meio cansativo... Fomos de metrô até Oakland assistir o jogo lá. No dia em que fomos demos sorte porque otime "da casa", cujo nome é Athletics (olha só o nome) já tinha passado para a próxima fase. Apesar de ter perdido o jogo, ao final, pudemos descer até o "gramado" e assistir ao show de fogos de artifício. Foi muito legal!

sexta-feira, 24 de agosto de 2001

Lake Tahoe

Partimos de Las Vegas e fomos de avião até Reno. De lá, alugamos um carro até South Lake Tahoe, que fica na divisa de Nevada e Califórnia, às margens do lago Lake Tahoe. A cidade South Lake Tahoe é uma das mais famosas cidades às margens do lago. O caminho do aeroporto até a cidade já vale a pena pela paisagem.

Lake Tahoe é uma cidade pequena, uma estação de esqui. Como fomos no verão, obviamente a estação estava fechada para a prática de esqui, mas pudemos andar de teleférico e passear pelas trilhas. A vista lá de cima é maravilhosa, vale a pena fazer esse passeio.

Dizem que no inverno o lago fica congelado, parecendo um diamante. No verão, um dos programas típicos é um passeio num barco no final da tarde / início da noite, com direito a jantar ao som de música ao vivo. Fizemos esse passeio, é bem romântico, vale a pena demais! Mesmo em agosto o clima é frio e não podemos esquecer o casaco.

Não gastamos mais que um dia em Lake Tahoe. Chegamos em um dia no final da tarde, fizemos o passeio de barco à noite. Na manhã seguinte fomos à estação de esqui.


À tarde voltamos de carro até o aeroporto para pegar o vôo para San Francisco. No caminho, passamos pelo Ponderosa Ranch, onde foi filmado um seriado antigo chamado Bonanza. O Ricardo assitia a esse seriado quando era criancinha, eu não era nem nascida na época...


quarta-feira, 22 de agosto de 2001

Grand Canyon

O Parque Nacional do Grand Canyon é um dos primeiros parques nacionais dos Estados Unidos e está localizado no Arizona. É impossível explicar o Grand Canyon com palavras. Seguem algumas imagens. Essas imagens não foram tiradas por nós, mas o visual que presenciamos lá é exatamente esse.

Ele é considerado uma das sete maravilhas naturais do mundo! Se Deus quis fazer algo realmente bonito e pensou no Grand Canyon, ele exagerou, pois é bonito demais mesmo!

Você pode chegar ao local partindo de Las Vegas das mais diversas formas possível, dependendo do seu tempo disponível e do quanto de dinheiro você tem no bolso. Você pode chegar ao Grand Canyon de Jipe 4x4, de bicicleta, de jumento, ou sobrevoar a região de em um avião bimotor ou de balão.

Como esse foi um ponto de discórdia entre os participantes desta viagem, chegamos ao acordo de ir ao Grande Canyon através do meio de transporte mais barato e que nos tomasse o mínimo de tempo possível. Dessa forma, gastamos uma manhã para sobrevoar o Gand Canyon de avião bimotor, com capacidade para 6 pessoas. Não chegamos a parar no Canyon para visitar.

A viagem foi enjoativa, no estrito sentido da palavra. O avião causa enjôos, mas a vista é realmente bonita. Porém, se pudéssemos voltara trás, talvez pensaríamos em aumentar um dia na viagem para passar um dia no Canyon, parando um pouco para apreciar o visual. A imagem abaixo mostra o

Atualização: Na época em que fomos ainda não existia, mas hoje existe uma plataforma de vidro em um penhasco onde você pode ficar apreciando o visual. Deve ser maravilhoso...

O começo de tudo - Las Vegas

Nossa primeira parada foi em Las Vegas (http://www.lasvegas.com/), que fica no estado de Nevada. Apesar de originalmente termos decidido ir para a Califórnia, como Vegas estava perto e tivemos ótimas referências da cidade, não pudemos deixar de ir.

Pegamos um vôo de Confins (BH) para Dallas e de lá para Vegas. Chegamos lá de manhã, e da janela do avião avistávamos apenas deserto. De repente, no meio do deserto vimos uma avenida bem grande, a Las Vegas Boulevard, apelidada de The Strip. Nas imediações dessa avenida ficam os hotéis-cassino maiores e mais famosos. Abaixo mostramos um mapa com 50 hotéis e outros estabelecimentos comerciais.


Ficamos no Hotel Excalibur, número 42 do mapa, mais no final da Strip. O bacana de Vegas é que cada hotel tem um tema específico, e sua decoração é toda projetada para refletir esse tema. Dessa forma, o hotel Paris tem uma réplica da Torre Eiffel e do Arco do Triunfo bem em frente, o hotel Venetian possui o sistema de gôndolas imitando a cidade. O nosso hotel era o castelo do Rei Arthur, com quase 4.000 quartos.

O que chama a atenção em Vegas é o preço das coisas. Pagamos US$49 pela diária do hotel, e o quarto é excelente! Existem hotéis bem mais caros que isso, como o Belágio, a US$250 a diária. Se você tiver um dinheiro extra, vale a pena ficar lá pelo menos um dia... A comida também é geralmente barata, mas a garrafa de água mineral é bem cara, custa US3.

Ao contrário do que muitos pensam, Las Vegas não é uma cidade apenas para freqüentar cassinos e jogar. Na realidade, você pode ter ótimos momentos na cidade e se divertir bastante sem gastar um tostão nos cassinos. É certo que é impossível não entrar num cassino, porque a maioria das portas de entrada desses hotéis-cassino luxuosos são, de fato, pelos cassinos propriamente ditos. Esses hotéis não poupam esforços para atrair turistas para seus cassinos. Muitos hotéis oferecem apresentações gratuitas que são muito legais.

O show do hotel que ficamos, por exemplo, mostra uma batalha do Rei Arthur. No Hotel Threasure Island é exibida uma guerra entre dois navios (ingleses e piratas), com direito a explosões e navio afundando. O Hotel Belágio, mais lindo e luxuoso de todos, na nossa opinião, possui as fontes de água que “dançam” ao som de músicas lindas! Todas essas apresentações são gratuitas. Elas fazem da cidade um lugar único, mágico, surpreendente... Mas Vegas também tem muitos shows de artistas famosos. O site www.lasvegas.com mostra todos os eventos artísticos que acontecerão na cidade. O Hotel MGM é um onde os shows são apresentados.


Além dessas apresentações, um simples passeio por dentro desses hotéis já é um programa à parte. Os hotéis possuem verdadeiros shoppings internos, com lojas de grife famosas, restaurantes bacanas e arquitetura espetacular, lembrando que cada arquitetura é representativa do tema do hotel. A foto abaixo mostra a decoração externa da loja da Warner, com os personagens vestidos “a caráter”.

Para quem gosta de radicalizar, o hotel Stratosphere é parada obrigatória. Esse hotel fica bem no início da Strip e tem cerca de 300 m de altura. No alto do hotel existem brinquedos radicais, que envolvem muita adrenalina. Andamos na montanha russa, cujo “trajeto” circundava a cúpula superior do hotel. Confesso que foi a única vez na vida que eu pensei que fosse morrer!

Outra atração à parte é a Freemond Street. Essa rua fica no centro de Vegas. Fomos lá à noite e pudemos ver vários artistas de rua no lugar. Um lugar movimentado e muito legal. Tinha até uma casa de strip na qual entramos para espiar. Pagamos uns US$8 por um copo de refri e assistimos a um pseudo show de mulheres. Uma delas se aproximou do Ricardo, mas eu não deixei-o encostar nela...

Ficamos 4 dias em Las Vegas, mas quem tiver tempo de sobra pode ficar um dia a mais. Na verdade, passamos metade de um dia visitando o Grande Canyon. Mas esse é assunto para outro post.