sexta-feira, 6 de agosto de 2004

Bem-vindo a Ocho Rios - Jamaica

O que você pensa quando falamos da Jamaica? Bob Marley, reagge, "negões" com cabelos rastafaris, maconha, praias ao estilo Caribe, com água azul turquesa? Acertou! Sua Capital é a cidade de Kingston, mas fomos a Ocho Rios, uma cidade no nordeste da ilha. Dizem que é a área de turismo mais popular da Jamaica.

A atração mais conhecida da cidade são as quedas d'água do rio Dunn (Dunn River's Falls). Trata-se de uma cascata de mais de 180 metros. O passeio consiste em escalar essas cascatas usando uma sapatilha especial anti-derrapante. Não nos empolgamos muito com esse passeio, já que moramos em Minas Gerais e estamos cansados e ver cachoeiras muito mais bonitas. Além disso, achamos o passeio muito perigoso. E acertamos, pois no dia seguinte pudemos ver várias pessoas com o pé quebrado no navio depois desse passeio...

Resolvemos então tomar uma cerveja jamaicana na praia, por conta própria, sem acompanhar grupo nenhum. Bebemos, nadamos, conversamos. Depois subimos a pé pelo parque onde tem a cachoeira.


Antes de saltarmos na Jamaica, o diretor do navio, como usualmente, nos deu algumas dicas do lugar e dos passeios. Uma coisa que ele ressaltou bastante foi a postura meio "insistente" do povo. Ele disse que os jamaicanos tinham o costume de ficar o tempo todo atrás da gente insistindo em vender qualquer coisa. Ele até brincou dizendo que a gente iria se cansar disso, voltar pro navio e fechar a porta da nossa cabine e, quando abríssemos, um jamaicano estaria lá, oferecendo algo... Não sei porque a gente não se assustou muito com isso, acho que é porque somos brasileiros (rsrs). Na dúvida, decidimos bolar uma estratégia para que os jamaicanos não ficassem nos pentelhando enquanto passeávamos por lá. Decidimos ir com nossa camisa da seleção brasileira de futebol, assim eles poderiam nos identificar como sendo "não-americanos" e talvez nos dexassem em paz.


Pois bem, quando estávamos andando pelo parque onde tem a chachoeira, vimos um monte de "camelôs" com suas barracas. Eu estava molhada, andando com a minha camisa nas mãos. Ele olhou e perguntou se era a camisa da Jamaica (que também é amarela).


Eu disse que era do Brasil. Na mesma hora ele me rebocou até a "lojinha" dele e falou que eu poderia escolher o que eu quisesse lá de dentro em troca da camisa. Ele começou a pendurar colares no meu pescoço, me mostrar camisas da Jamaica, etc. Eu fiquei sem reação, não sabia o que fazer... No final das contas peguei uma blusa comum da Jamaica e um colar. Na verdade, fiquei sem graça porque a minha camisa era falsificada e só tinha 4 estrelas... Mas participar desse episódio não teve preço!
Olha a camisa aí:


Depois desse eposódio, pagamos um passeio para ir visitar os golfinhos. Foi um passeio bacana, eles fizeram um showzinho para turistas e depois tiramos fotos com eles. O preço era bem salgado, US$99. Se você já tiver visto golfinhos em outro lugar, salta fora dessa. Prá gente valeu a pena.


Grand Cayman - o paraíso fiscal do Caribe

Grand Cayman é a maior das três ilhas que foram a nação das Ilhas Caimãs, território britânico. Hoje é conhecida por ser um paraíso fiscal, e sua principal atividade econômica é o turismo. Grand Cayman é conhecida mundialmente por ser a cidade das arraias e por seus corais e peixes coloridos.

Lá, pegamos um barco até um banco de areia e paramos lá para ver as arraias. Os tripulantes do barco levaram pedaços de comida para que elas se aproximassem ao sentir o cheiro. Eles nos ensinaram como devemos pegar nos pedaços de peixes sem deixar o dedo para cima para elas não nos morderem. Só de sentir o cheiro, elas já vinham na nossa direção e ficavam encostando na gente, dava um certo nervoso, mas era legal...


Teve um momento em que tomei coragem para tentar dar um peixe para uma arraia. Peguei-o nas minhas mãos e fiquei esperando a arraia vir ao meu encontro com a mão um pouco acima da superfície do mar. Nessa hora veio uma gaivota e roubou o peixe da minha mão! Que susto que eu levei, gaivota ordinária! Nessa hora eu desisti de dar comida prás arraias.

Partimos então para o Jardim de Corais que fica a uns 10 min ,de barco ,desse banco de areia. Lá pudemos mergulhar de snorkel e apreciar uma linda paisagem aquática! Foi maravilhoso!

O passeio inteiro custou US$ 65. Ô dinheiro bem gasto, sô!

Depois desse passeio, voltamos ao navio, nos arrumamos e fomos dar uma volta na cidade de George Town, a capital. Como a cidade é território britânico, os carros andam à esquerda. Lá entramos no Hard Rock Café e demos mais uma voltinha na cidade.

Olha o recorte do jornal aí embaixo com a programação e os preços de Cayman e da Jamaica:


quarta-feira, 4 de agosto de 2004

As ruínas Maias de Tulum e o mergulho em Cozumel

Tulum é um sítio arqueológico correspondente a uma antiga cidade maia. Os maias formam uma cultura de história de mais de 3000 anos. A cidade está rodeada por uma muralha protetora e tem uma vista maravilhosa para o mar do Caribe!

Para chegar, primeiro fomos a Playa del Carmen, pegamos um ônubus e fizemos uma viagem de uma hora até Tulum. Fomos em um grupo, acompanhados de um guia, que explicava o significado de cada ruína. Nessas ruínas, pudemos conhecer o Castelo do Rochedo, o Templo dos Frescos, o Templo do Deus Descendente, entre outros. Abaixo estamos em frente a um dos Templos.


O passeio é muito bacana, tanto pelo que vemos quanto pelas histórias contadas pelo nosso guia. Muita coisa interessante... O passeio custou US$79 por pessoa. Foi o mais caro que fizemos, mas valeu a pena demais conhecer essa cultura. Abaixo o Templo dos Frescos.



Depois de passar o dia nesse passeio, fomos para Cozumel. Cozumel é uma ilha linda do México, com águas claras e quentes, e intensa vida marinha, assim como todas as localidades do Caribe! O passeio em Cozumel consistiu de um snorkel ao pôr-do-sol. Fomos com outro grupo pequeno que também estava no navio.

Nesse passeio aconteceu um fato interessante. O guia perguntou se todos ali eram americanos, para saber se podia conversar em inglês normalmente. Falamos que somos brasileiros e o guia ficou preocupado sobre como se comunicar conosco. Então falamos que ele podia falar em inglês ou espanhol, que entendíamos bem. Um americano que estava perto de nós, típico pai de família, com sua esposa, filha e namorado, ficou impressionado. Ele nos perguntou aonde a gente tinha aprendido inglês, se foi na escola! Falar mais de uma língua para ele era espantoso! Olha a gente aí no passeio de snorkel. Essa foto foi tirada de uma máquina fotográfica descartável à prova d'água.


Depois desse passeio, já à noite, fotos direto, de roupa de banho e tudo mais, para o centro de convenções chamado Puerta Maya, com bares, restaurantes, etc. O local é bem animado! Ficamos no Fat Tuesday dançando Rap americano e tomando um pequeno drink à base de tequila. Olha o drink aí....


O engraçado é que antes de ir para Cozumel, o diretor no navio nos avisou que muitas pessoas se empolgavam além da conta com a tequila e às vezes se perdiam para voltar ao navio, ou esqueciam da hora, tendo que pegar um vôo depois para alcançar o navio em Grand Cayman. Ele sugeriu que levássemos toalhas do navio (que tinha o nome da empresa "Carnival" de todo tamanho gravado) e que, na dúvida, enrolássemos a toalha na cabeça. Isso ajudava os taxistas, a identificar e resgatar quem tivesse com muita tequila na cabeça sem saber como voltar...

Ainda bem que a gente levou a toalha...

Abaixo a imagem recortada do jornal que recebemos com a programação e o preço:


segunda-feira, 2 de agosto de 2004

Ponto de partida do Cruzeiro - Miami Beach

Como já tínhamos ouvido falar muito de Miami, nem demos muita bola quando soubemos que nosso cruzeiro para o Caribe partia de lá. Porém, depois de conversar com alguns amigos, ficamos sabendo que Miami Beach é uma cidade muito legal de passear e, como iríamos passar um dia inteiro por lá, resolvemos aproveitar.

É importante lembrar que Miami Beach é uma cidade diferente de Miami. Na verdade, é uma pequena ilha. Ambas estão no estado da Flórida. O bairro mais famosos de Miami Beach chama-se South Beach, um conjutno de 40 ruas com prédios baixos no estilo art-déco. A avenida a beira-mar deles se chama Ocean Drive.


Quer uma visão de South Beach? Junte uma coleção de artistas que não saem de lá, modelos tirando fotos em frente a hotéis luxuosos na Ocean Drive, misture restaurantes bonitos, bares cheios de mulheres de parar o trânsito e pessoas dirigindo carros conversíveis com apenas uma mão no volante. Tá aí.

Esse aí embaixo é o Ricardo no Mustang conversível que alugamos para ficar bem parecidos com o público da cidade... Não deu para ficar muito tempo sem a capota, pois o calor era grande e preferimos andar de ar condicionado mesmo...


Estávamos em frente ao bar Clevelander, onde todos os sábados à tarde tem o concurso do melhor corpo.

Abaixo a vista da cidade quando já estávamos saido, de navio.


Quem estiver passando pela Flórida, vale a pena dar um pulinho lá!

domingo, 1 de agosto de 2004

O Cruzeiro para o Caribe

Sabe aquele tipo de viagem que a gente faz e depois fala: "Ainda bem que nós fomos!" Pois é, essa foi uma delas...

A idéia do cruzeiro pelo Caribe veio como sugetão de um amigo, o Vavá, que já tinha feito esse cruzeiro. Íamos fazer o cruzeiro na nossa lua-de-mel, mas naquela época o Lula estava prestes a ganhar a candidatura à presidência da república pela primeira vez, e o dólar passou a custar mais de R$4,00... Tivemos que adiar o sonho para julho de 2004. Mas valeu a pena esperar, o passeio é muito incrível e recomendamos a todos!

Fizemos o cruzeiro pela Carnival Cruises (www.carnival.com). O nosso navio se chama Carnival Triumph. Olha ele aí:


O navio tem capacidade para mais de 2.700 passageiros e 1.100 tripulantes. Noventa porcento dos passageiros eram americanos. São 13 andares de navio, com espaços internos muito luxuosos, muita gente circulando!

Seguem algumas fotos do navio. Primeiro, o cassino.



Abaixo o restaurante em que íamos jantar todas as noites. Havia uma mesa reservada em nosso nome, tínhamos o horário certo para ir jantar. Estávamos acompanhados por um casal muito bacana. Eles eram italianos, mas viviam no Canadá há muito tempo.


Abaixo o anfiteatro. Todas as noites a programação do navio oferecia shows aqui.


A imagem abaixo mostra o Ricardo na porta do nosso quarto, mostrando ao fundo o imenso corredor dos quartos.


O nosso intinerário é mostrado abaixo. Saímos de Miami, nossa primeira parada foi em Cozumel (México), depois em Grand Cayman e por último Ocho Rios (Jamaica).



Nos intervalos das paradas passávamos um dia em alto mar, curtindo as facilidades que o navio nos oferecia, tanto de dia quanto à noite...



Em duas noites tivemos um jantar com o capitão do navio. Nessas ocasiões, tínhamos que ir com roupa formal.


Acho que vale a pena comentar sobre o tratamento que recebemos no navio. Eles eram super cuidadosos em nos fazer sentir especiais. Todos os dias à noite, quando chegávamos em nossa cabine, podíamos ver "esculturas" feitas de toalhas em forma de bichos. Sempre deixavam recadinhos para nós, chocolate, etc. O diretor do navio sempre recebia os passareiros no anfiteatro para informar as dicas dos passeios que iríamos fazer, com muito bom humor. Foi fantástico! Abaixo a escultura de um macaco feita de toalha...




Nos próximos posts vamos mostrar os passeios que fizemos em cada parada do navio.

terça-feira, 20 de janeiro de 2004

Buenos Aires - Parte 2

Além dos passeios que falamos no post anterior, também visitamos os lugares abaixo em Buenos Aires:

La Boca é um bairro antigo e boêmio da cidade. O bairro é famoso pelas casas feitas de zinco e madeira pintadas com o resto de pintura para barcos, daí a variedade de cores. Passeamos no Caminito, onde tem uma feira artesanal.


Também fomos ao estádio do Boca Juniors.


A Plaza de Mayo é o centro cívico da cidade onde a gente encontra os principais edifícios institucionais da cidade. Lá pudemos conhecer a Casa Rosada, o Banco Nación, o Cabildo e a Catedral.


O Centro é o coração da cidade. Ele concentra a maioria das sedes bancárias, hotéis internacionais e muitas lojas. Um dos seus atrativos turísticos é a Rua Florida, uma rua de pedestres que possui em toda sua extensão lojas e galerias de todo tipo.

Na Florida com a Av. Córdoba está localizada a "Galerias Pacífico".


Próximo às Galerias Pacífico localiza-se a Praça San Martin, uma praça histórica e uma das mais bonitas.


A Av. 9 de Julio percorre a cidade de lado a lado e é a avenida mais larga do mundo com seus 140 metros de extremo a extremo.


Na interseção da Av. 9 de Julho e a Av. Corrientes fica o Obelisco, um ícone da cidade.


O Teatro Colon é o orgulho nacional, o melhor teatro lírico do mundo e um dos três teatros sinfônicos mais importantes. Fizemos um tour guiado, muito legal.

Abaixo o Monumento aos soldados mortos nas Ilhas Malvinas.

O balanço da viagem foi muito positivo: um passeio bacana e barato, especialmente se você tem milhas para gastar! Valeu!

domingo, 18 de janeiro de 2004

Buenos Aires - Parte 1

Buenos Aires tem se tornado cada vez mais uma opção de turismo barata e muito bacana para os brasileiros. A cidade é bonita, com muitas opções de lazer, e o povo argentino é bastante acolhedor. Chegando ao hotel, pegamos um mapa da cidade e um "quick guide." Apenas com isso pudemos conhecer toda a cidade. Ficamos lá uma semana e deu para conhecer tudo com calma.

Abaixo alguns passeios que fizemos e indicamos.

Puerto Madero é onde se localiza o antigo porto de Buenos Aires, hoje todo renovado. Os docks foram transformados em restaurantes muito sofisticados. Fomos lá de dia e à noite. Durante o dia visitamos a Fragata Sarmiento. Essa fragata é um barco-escola da Armada Argentina, com mais de cem anos.


À noite fomos a uma churrascaria. O passeio é delicioso!

A Recoleta foi originalmente um espaço para o retiro e orações de monges e religiosos franciscanos. Hoje é um dos bairros mais elegantes da cidade. Fomos à igreja Nossa Senhora del Pilar e ao o cemitério.

Parece fúnebre, mas o Cemitério da Recoleta é o mais luxuoso e relevante da América Latina pela exuberância de seus mausoléus. Abaixo o túmulo de Eva Perón.

Depois fomos ao centro cultural, com exposições de pintura, música, eventos teatrais e toda a arte argentina e internacional. Na frente dele, fica a Praça França. É um dos centros culturais mais importantes de Buenos Aires. Muito bonito mesmo! Nesse centro tem uma loja de coisas de casa descolada de casa muito bacana, até homem gosta. O nome dela é Morph.


No final da noite, jantamos por lá num restaurante muito elegante. Comemos super bem e bebemos vinho e champagne. A conta foi em torno de RS60. Impressionante como as coisas são baratas lá.

Show de Tango – todo mundo que vai a Buenos Aires pela primeira vez tem que ir a uma casa de shows de tango. É programa de turista, mas vale a pena. Fomos à Casa Carlos Gardel, a melhor da época. O show é caro, mas o preço inclui a van que leva e busca do hotel, além do jantar. Só para constar, foi o pior jantar da viagem.

Palermo é o maior bairro de Buenos Aires e com maior número de parques, bosques e praças. Nesse bairro fomos ao Parque 3 de Febrero (Bosques de Palermo), Zoológico e Planetarium Galileo Galilei. Um passeio diferente, bucólico, muito gostoso!

Muito legal quando a cidade oferece coisas diferentes para se fazer! Ainda falaremos de mais passeios no próximo post.